Ser pai nestes tempos em que vivemos
“No caso dos nossos pais humanos, eles nos corrigiam, e nós os respeitávamos. Então devemos obedecer muito mais ainda ao nosso Pai celestial e assim viveremos. Os nossos pais humanos nos corrigiam durante pouco tempo, pois achavam que isso era certo; mas Deus nos corrige para o nosso próprio bem, para que participemos da sua santidade. Quando somos corrigidos, isso no momento nos parece motivo de tristeza e não de alegria. Porém, mais tarde, os que foram corrigidos recebem como recompensa uma vida correta e de paz.” – Hebreus 12.09-11
A família nuclear é estruturada com base no casal (pai e mãe) e os filhos que eles tiveram a bênção de gerar. Este é o modelo, o ideal. Sabemos que as mudanças que a nossa sociedade vem atravessando desde o pós-guerra – especialmente depois da década de 50, no século XX, vem produzindo mudanças e hoje quase não se pode mais falar em familiar nuclear. É cada vez mais comum a família mosaico, constituída por pais/madrastas/filhos e/ou enteados ou padrastos/mães/filhos e/ou enteados.
Neste cenário, vai ficando cada vez mais diluída a figura e a importância dos pais. Alguns, embora presentes na constituição da família, por razões culturais e pelo acúmulo de responsabilidades acabam também se omitindo, deixando um vazio no lugar de sua tão desejada presença.
Por outro lado, a rejeição ideológica ao modelo patriarcal de organização social e familiar tem contribuído também para o esvaziamento da figura paterna. É cada vez mais comum, nos meios de comunicação de massa, por exemplo, o desprezo e a ridicularização dos pais. Basta ver os Simpsons, A Família Dinossauro, Os Flintstones e tantos outros produtos da indústria cultural.
Entretanto, nós cristãos, não navegamos por estas águas. Nós cremos que a família é um projeto de Deus. Ele a ordenou e a modelou com perfeição. E, na concepção de Deus, o pai tem uma grande importância. Podemos ver isso, de maneira clara, nos tópicos abaixo:
a) Deus se identifica como Pai – São centenas de textos, como o que abre a nossa pastoral, que mostra o Senhor como um Pai amoroso, que por isso mesmo corrige os seus filhos;
b) O povo escolhido tem origem em Abraão o “Pai da de muitas nações” – No livro de Gêneses (17.4) , quando Deus renova o seu pacto com Abrão, ele muda o seu nome, que passa a ser “Abraão” – literalmente “Pai da de muitas nações”.
c) Mesmo Jesus teve um Pai – A Bíblia nos ensina que Maria, era virgem e concebeu a Jesus como fruto do Espírito (Lucas 1.35). Mas mesmo assim, Jesus precisou de um Pai, alguém que pudesse participar de seu crescimento, de sua educação, de sua formação. Deus não abriu mão de José (Mateus 1.18-25).
Ser pai hoje é um grande desafio. Mas é também um grande privilégio. Que você – que é pai – possa viver e desfrutar desta bênção com muita alegria. Que a cada luta, você possa louvar e bendizer a Deus por que Ele, por misericórdia, permitiu a você gerar a sua descendência.
Que o Senhor abençoe a cada um dos pais de nossa igreja e comunidade!
Do seu pastor e amigo,
Gilton Medeiros
Última atualização (Seg, 10 de Agosto de 2009 08:21)

