Crescer é bom, mas dói
“Algum tempo depois, o número de judeus que se tornaram seguidores de Jesus aumentou muito, e os que tinham sido criados fora da terra de Israel começaram a se queixar dos que tinham sido criados em Israel. A queixa deles era que as viúvas do seu grupo estavam sendo esquecidas na distribuição diária de dinheiro.” Atos 6.1
A vocação natural da Igreja de Jesus Cristo é o crescimento. O Senhor, como nos ensina o apóstolo Paulo, é quem produz o crescimento da Igreja: “Eu plantei, e Apolo regou a planta, mas foi Deus quem a fez crescer” (1ª Corintos 3.6). O crescimento da igreja é decorrência de sua saúde. Como corpo vivo de Cristo (1ª Coríntios 12.27; Colossenses 1.24 e Efésios 5.30) a igreja naturalmente crescerá. E, quando mais saudável ela for, mais rápido e mais equilibrado será este crescimento.
Ver a igreja crescer nos dá uma grande alegria. Ficamos felizes pelos “pecadores que se arrependem” (Lucas 15.7, 10). Entretanto, nem tudo são flores. O crescimento da igreja produz conseqüências e, se queremos desfrutar de um crescimento saudável, precisamos nos preparar para elas. Para sua reflexão e oração, listamos algumas destas conseqüências:
a) Crescer implica em ampliar e conseguir novos espaços
b) Crescer exige maior capacidade dos líderes
c) Crescer exige mais dedicação e empenho de quem ministra
d) Crescer significa aumento de problemas
e) Crescer nos obriga a rever conceitos e a renunciar a pré-conceitos
f) Crescer significa aceitar mudanças e viver bem com elas
Com tudo isso, não temos a opção de não crescer. O Senhor não nos deu esta possibilidade. O desafio é “crescer ou crescer”. Até porque, não crescer significa morrer. O nosso desafio foi posto pelo Senhor Jesus: “Jesus respondeu: – Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus.” (Lucas 9.62).
A questão então é: estamos dispostos a pagar o preço do crescimento? Estamos preparados para mais trabalho, mais lutas, mais dedicação, mais abnegação e mais renúncia? Se pensarmos no preço que o nosso Senhor pagou para nos resgatar (Filipenses 2.7-8) não teremos dúvidas: tudo que fizermos por ele ainda será pouco!
A nossa Igreja vive um momento especial, com grande possibilidade de crescer e de se tornar uma referencia para outras igrejas; de se tornar um abrigo para os que choram e precisam de conforto; de se tornar um dínamo para os que precisam revigorar as suas forças e para levantar os que estão abatidos. A nossa Igreja pode (e deve!) se tornar um local onde pecadores encontram o perdão, pessoas destruídas encontram forças e condições para terem suas vidas restauradas e, acima de tudo isso, a nossa Igreja pode (e deve!) ser o local onde os homens e mulheres deste mundo encontram as pistas e os sinais de como poderá ser o céu.
Este é o nosso desafio. É o meu, é o seu desafio! Se você está junto comigo neste sonho, neste propósito, fale comigo ainda hoje. Posso contar com você?
Do seu pastor e amigo
Gilton Medeiros
Última atualização (Sáb, 22 de Agosto de 2009 22:54)

