O Dr. Jacques Poujol, em seu livro “Os conflitos” – publicado no Brasil pela Editora vida – afirma que “...os esquimós não têm uma palavra [ em seu idioma ] equivalente a ‘disputa’. Vivendo em um clima gélido, por que eles se arriscariam a uma pneumonia abrindo a boca à toa? Na França, onde a temperatura é mais amena, dispomos de mais ou menos trinta sinônimos para ‘conflito’.”

A declaração que citamos acima, nos deve fazer refletir sobre a natureza de alguns conflitos que criamos ou em que nos envolvemos. Será que aquela briga, ou aquele desentendimento, ou ainda, aquela disputa seria mesmo necessária? Se fizermos uma analise criteriosa dos conflitos de nossas vidas o que encontraremos? Brigas, disputas, confusões e até mesmo tristezas e mágoas geradas por motivos tolos ou por razões fúteis? Será que aquela briga, aquele desentendimento era mesmo necessário?

Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo nos aconselha: “Não paguem a ninguém o mal com o mal. Procurem agir de tal maneira que vocês recebam a aprovação dos outros. No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas.” Romanos 12.17-18. Em outras palavras, o que Paulo nos ensina é que devemos procurar sempre evitar os conflitos e, se eles forem inevitáveis, devemos trabalhar para dar a eles a melhor solução.

Os conflitos fazem parte de nossas vidas e pensar numa vida sem conflitos é pura ilusão. A declaração de nosso Senhor Jesus ilustra bem esta realidade: “ – Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada. Eu vim para pôr os filhos contra os pais, as filhas contra as mães e as noras contra as sogras. E assim os piores inimigos de uma pessoa serão os seus próprios parentes. – Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Quem ama o seu filho ou a sua filha mais do que ama a mim não merece ser meu seguidor. Não serve para ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Quem procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo, porque é meu seguidor, terá a vida verdadeira.” Mateus 10.34-39.

Se, o simples fato de seguirmos ao Senhor pode suscitar conflitos entre familiares, como nos mostra o texto acima, podemos pensar que todas as coisas com as quais nos envolvemos podem ser a origem de conflitos. A verdade é uma só: temos conflitos porque temos relacionamentos com todos os que nos cercam. Por isso, mais que buscar não ter conflitos, é preciso aprender a lidar com eles.

E, para lidar com os conflitos é preciso: conhecê-los em sua natureza e dinâmica, entender como iniciam, como se desenvolvem e como podem ser solucionados e, ainda, ter uma real disposição para resolvê-los construtivamente. Esse é um desafio para todos nós. Que tal você também assumir este desafio?

 

Seu pastor e amigo
GILTON MEDEIROS

Última atualização (Seg, 28 de Junho de 2010 14:02)